"Casinos têm grande impacto nos jovens"
Para Penny Chan, socióloga e presidente da Associação de Pesquisa de Delinquência Juvenil de Macau, o emprego fácil oferecido pelos casinos pode estar levar os jovens a comprometer o seu futuro. Isto porque leva-os a desleixarem-se dos estudos. Uma situação que se pode revelar perigosa com o desenvolvimento e respectiva diversificação da economia local- Os casinos estão a ser uma má influência para a juventude?
- Os casinos têm um grande impacto nos jovens. Segundo os meus estudos, entre 40 a 50 por cento dos adolescentes que terminam o secundário consideram os casinos como opção de trabalho. Alguns têm outras escolhas primárias; no entanto, se não conseguirem obter sucesso aí, podem voltar-se para a indústria do jogo. É uma espécie de segunda hipótese. O problema é que, na nossa sociedade, as outras empresas não podem competir com os casinos em termos salariais.
- A juventude, como a certeza de um trabalho bem remunerado nos casinos, sente que pode desleixar-se em relação à escola?
- Exacto. O problema é que, por agora, se não têm muitos estudos, podem ir trabalhar para os casinos. Quando a economia de Macau mudar, será que se conseguirão adaptar à nova situação? Será que vão conseguir encontrar um novo emprego?
- Há muitos jovens viciados no jogo?
- Os meus estudos não cobrem esta parte, visto que se focam em jovens dos 12 aos 17 anos. No entanto, este grupo não pensa que os casinos sejam moralmente positivos. Porém, os jovens deste escalão etário acreditam que a indústria do jogo é uma forma de Macau desenvolver a sua economia - não têm uma atitude negativa contra este fenómeno. Quanto ao apostar, são claramente contra. Vemos aqui algumas contradições que podem ser preocupantes para o futuro.

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